Lábios
O mundo desapareceu. O som foi abafado, as gotas de chuva pararam e o ar, foi aos poucos sumindo. Perdi a noção de espaço, minha mente foi desligada, e eu me agarrava no único vestígio de realidade que me restava, seus lábios. Os lábios quentes e suaves que acariciavam os meus e tiravam o folego dos meus pulmões, e então, acordei.
O mundo surgiu, a chuva, antes calma, voltou a escorrer desesperadamente dos meus olhos, o ar, antes escaço, ia aos poucos entrando, descompassado por meus soluço. Repousei meu rosto em seu peito, e o som, antes abafado de seu coração, parou, e em seu lugar o som agudo da maquina penetrou meus ouvidos. O mundo surgiu para marcar o momento do adeus, o momento em que minha alma voltara a realidade com um coração fragmentado, que não poderia mais ser salvo.
O mundo surgiu, a chuva, antes calma, voltou a escorrer desesperadamente dos meus olhos, o ar, antes escaço, ia aos poucos entrando, descompassado por meus soluço. Repousei meu rosto em seu peito, e o som, antes abafado de seu coração, parou, e em seu lugar o som agudo da maquina penetrou meus ouvidos. O mundo surgiu para marcar o momento do adeus, o momento em que minha alma voltara a realidade com um coração fragmentado, que não poderia mais ser salvo.
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
O Orvalho.
O Orvalho que nesta madrugada caem sobre esta terra ... é para renovar a reprodução de todas as sementes - de todas as espécies que irã…
Ademir D.Zanotelli *Poeta*
Palma zunkha
Deixa que o amor e o impulso
falem mais alto, ou melhor,
cantem por nós o que tiver
de ser cantado sem se preocupar
com o q…
Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski
Sapucaia
É inverno, estamos em julho,
sem flor e nenhum fruto.
Enquanto a querida sapucaia
repousa tranquila na praça,
O charme da mi…
Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski
O Consolo parte II
O Consolo de uma vida depende de seu bom coração e da formosura -querendo por demais seus encantos nelas ficarem - permanentes sempre …
Ademir D.Zanotelli *Poeta*