NO CINZEIRO CINZENTO
Pontas de cigarro, mortas, sem vida
Filtros adormecidos, sonâmbulos, sem piada
Tabacarias pretas sem visão, cegos e mas nada
No cinzeiro cinzento
Tem seu corpo espalhado, empalhado
Ainda com seu cheiro, hortelã e maçã
Vejo sua alma no fumo que sobrou
Na aura da sala, do quarto e da varanda
No vazio que ficou
Sinto sua ausência, tão distante do perto
Naquele cinzeiro cinzento
Sem cor, verde, azul, amarelo
Joguei-os no mar
No ar
Joguei-os sem pensar...
Filtros adormecidos, sonâmbulos, sem piada
Tabacarias pretas sem visão, cegos e mas nada
No cinzeiro cinzento
Tem seu corpo espalhado, empalhado
Ainda com seu cheiro, hortelã e maçã
Vejo sua alma no fumo que sobrou
Na aura da sala, do quarto e da varanda
No vazio que ficou
Sinto sua ausência, tão distante do perto
Naquele cinzeiro cinzento
Sem cor, verde, azul, amarelo
Joguei-os no mar
No ar
Joguei-os sem pensar...
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