Direitos
Direito de ver-te, não o tenho;
Direito da fala, calaram-me pelas pragas;
Direito da privacidade, tiraram-me e lançaram aos porcos;
Direito de escutar-te, não permitiram, e, tornaram-me um andarilho surdo;
Direitos estes negados, decretados por aqueles detentores da ditadura que me oprime.
A ti, biltre, celerado: – Amor dou-lhe!
Grasno as minhas palavras, mas, conto-lhe que o amo.
A mim, ser negado: – Hei-me a conjurar toda essa cólera aos pútridos que governam.
"Direito" por Niaxe Augusto.
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