Dualidade
O meu corpo frágil, inerme,
Que herdei dos meus ancestrais
Que foram ferozes animais,
Sucumbe até mesmo ante um germe.
Dentro e fora da minha epiderme
Há uma pletora de sinais
Que nem com produtos medicinais
Consigo me defender de um verme.
Contudo, esse meu estado de vulnerabilidade
Não é um estado de decadência,
Mas uma afirmação da minha humanidade.
Com isso, tenho plena consciência
Que, a despeito de toda fragilidade,
Sou uma maravilha da existência!
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