A pedra no meu peito
tem a largura do teu grito
e voa e rasga a manhã
montada em meu sorriso
 
a graça do meu peito
é ser teu abrigo
e armazenar todos os abraços
uns musculares, outros implícitos
 
a estrela da manhã
é teu indício
guardadas as infinitas proporções
em que te sinto
 
e ao fim e ao cabo
és, assim, tão constantemente,
que tudo é um verbo tenaz
de explicar o que se sente.
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