Carta VIII
A rosa que te dei
tinha a feição exata
das flores que eu trazia
lavradas na alma
se ela não resumia
nos seus limites de planta
algum carinho concreto
uma realidade mais tanta
é que se perderam no caminho
as raízes do meu peito
e a veracidade da lembrança
mas assim mesmo fugida
do seu teor mais profundo
ela guarda um abraço latente
que se desfaz no teu riso
das correntezas do mundo.
tinha a feição exata
das flores que eu trazia
lavradas na alma
se ela não resumia
nos seus limites de planta
algum carinho concreto
uma realidade mais tanta
é que se perderam no caminho
as raízes do meu peito
e a veracidade da lembrança
mas assim mesmo fugida
do seu teor mais profundo
ela guarda um abraço latente
que se desfaz no teu riso
das correntezas do mundo.
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