Poema acerca da recorrência e dos abusos
O tempo
nunca é lucro
falta-lhe a essência
de parecer-se avulso
e derramar-se na vida
a qualquer custo
o tempo frequentemente
tem-se inadimplente
das tentativas e dos usos
de torná-lo moenda
de suores e abusos
o lucro
nunca é hora
apesar dos cálculos
que o dão pela história
assim uma simples competência
de quem maneja o açoite
pelas consciências
é que lhe falta o jeito
de um quê humano
se dependesse apenas
da vontade do dono
o que lhe regra constantemente
é a necessidade bruta
de fazer-se público
e tornar-se de poucos
o que se fez de muitos
o tempo nunca é lucro
por sobre sua cabeça
pesa o futuro
e a compreensão
de que todos constroem
seu imenso curso
nunca é lucro
falta-lhe a essência
de parecer-se avulso
e derramar-se na vida
a qualquer custo
o tempo frequentemente
tem-se inadimplente
das tentativas e dos usos
de torná-lo moenda
de suores e abusos
o lucro
nunca é hora
apesar dos cálculos
que o dão pela história
assim uma simples competência
de quem maneja o açoite
pelas consciências
é que lhe falta o jeito
de um quê humano
se dependesse apenas
da vontade do dono
o que lhe regra constantemente
é a necessidade bruta
de fazer-se público
e tornar-se de poucos
o que se fez de muitos
o tempo nunca é lucro
por sobre sua cabeça
pesa o futuro
e a compreensão
de que todos constroem
seu imenso curso
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