Do capital e suas linhas
O sistema
lav(r)a a alma do povo
como deter(gente)
e recupera a pauta
de sua cont(r)acorrente
o sistema
de(flagra)
tudo que não tem
de alma
o sistema
deforma
sua própria forma
num implícito desacato
à qualquer lógica
o sistema
da (a)deus
a todas as naves
e inventa precipícios
pela cidade
o sistema
formula a mascara
de re(moer) estratégias
em suas táticas
o sistema
sobre(tudo)
é a sinergia em que nada
pelo mundo
o sistema
tem(e) da verdade
a mesma compreensão
da sua prática
tudo que é verbo
pode ser e não ser
desde que invada
o sistema
louva(-)a(-)deus
como um inseto largo
que nas entrelinhas da mão
teatraliza abraços
e queima o coração dos homens
aos pedaços
o sistema
fuzil(a) a tarde
e assassina manhãs
com liberdade
nada do que não é tempo
lhe afasta
o sistema
lav(r)a as mentes
como uma certidão
inconsequente
todos os cartórios só decretam
a moratoria de gente
o sistema
diz-se lúdico
aparentemente
tudo que se joga
são as derrotas
de quem sente
o sistema
faz do seu fim
apocalipse
como se não fosse avaro
desde o início
e se (re)vela faminto
em todos os indícios
o sistema
nunca se isenta
há sempre uma n(g)ota de sangue
à sua frente
o sistema
estraçalha as horas
o trabalho e o mundo
como se fora permitido um tempo
do avesso de tudo
o sisema
é vagabundo
nada do que produza
é seu mundo
o sistema
é, sobretudo,
a notícia menor
das manchetes do mundo.
lav(r)a a alma do povo
como deter(gente)
e recupera a pauta
de sua cont(r)acorrente
o sistema
de(flagra)
tudo que não tem
de alma
o sistema
deforma
sua própria forma
num implícito desacato
à qualquer lógica
o sistema
da (a)deus
a todas as naves
e inventa precipícios
pela cidade
o sistema
formula a mascara
de re(moer) estratégias
em suas táticas
o sistema
sobre(tudo)
é a sinergia em que nada
pelo mundo
o sistema
tem(e) da verdade
a mesma compreensão
da sua prática
tudo que é verbo
pode ser e não ser
desde que invada
o sistema
louva(-)a(-)deus
como um inseto largo
que nas entrelinhas da mão
teatraliza abraços
e queima o coração dos homens
aos pedaços
o sistema
fuzil(a) a tarde
e assassina manhãs
com liberdade
nada do que não é tempo
lhe afasta
o sistema
lav(r)a as mentes
como uma certidão
inconsequente
todos os cartórios só decretam
a moratoria de gente
o sistema
diz-se lúdico
aparentemente
tudo que se joga
são as derrotas
de quem sente
o sistema
faz do seu fim
apocalipse
como se não fosse avaro
desde o início
e se (re)vela faminto
em todos os indícios
o sistema
nunca se isenta
há sempre uma n(g)ota de sangue
à sua frente
o sistema
estraçalha as horas
o trabalho e o mundo
como se fora permitido um tempo
do avesso de tudo
o sisema
é vagabundo
nada do que produza
é seu mundo
o sistema
é, sobretudo,
a notícia menor
das manchetes do mundo.
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