287 - NAS HORAS MÁS
Fico de pé nas horas más do fim.
Longe do afã eu louvo ao Pai celeste.
Lástima vã esclamam: "Ai, que peste!"
Firme na fé não perco a paz: eu vim!
Vida pois é de luz que faz jardim.
Torna-se sã a voz que sai: "Que reste!"
Vem de manhã o que se vai no oeste
Deita-se até voltar por trás de mim.
Apenas o pó eu sou, por enquanto.
A corda desato quando me deito.
Há penas e o voo eu nunca levanto.
A cor da manhã traz dia perfeito.
A pé nas estradas vou ao recanto.
Acorda, Coragem, dentro do peito!
(Autor: EDEN SANTOS OLIVEIRA. Escrito em 03/09/2020)
Longe do afã eu louvo ao Pai celeste.
Lástima vã esclamam: "Ai, que peste!"
Firme na fé não perco a paz: eu vim!
Vida pois é de luz que faz jardim.
Torna-se sã a voz que sai: "Que reste!"
Vem de manhã o que se vai no oeste
Deita-se até voltar por trás de mim.
Apenas o pó eu sou, por enquanto.
A corda desato quando me deito.
Há penas e o voo eu nunca levanto.
A cor da manhã traz dia perfeito.
A pé nas estradas vou ao recanto.
Acorda, Coragem, dentro do peito!
(Autor: EDEN SANTOS OLIVEIRA. Escrito em 03/09/2020)
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