Banzo
Foi arrancado de sua terra,
levado a terras desconhecidas,
então começou sua guerra,
mas nela não encontrou guaridas;
Foi-lhe dado outro nome,
passou frio, medo e fome;
Ouviu uma língua estranha,
então sentiu o chicote nas costas,
o sangue escorrendo e a sanha,
e sua sorte e vida foram postas
com pés e mãos em grilhões,
mas havia muitos, talvez milhões;
Foi vendido e obrigado a trabalhar,
morou em uma casa sem janelas,
viu imenso canavial, começou a cortar;
Percebeu arranhões nas canelas,
começou a cansar e sentir dor,
de repente sentiu o chicote do feitor;
Não trabalhou com empenho,
mesmo sob o medo de retaliação
do feitor daquele engenho;
Trabalhou muito até a exaustão;
De sua terra sentiu saudades,
nunca tinha visto tantas maldades;
Do sofrimento e da profunda saudade
nasceu o banzo, a imensa tristeza,
assim passou a clamar à sua deidade;
Se, veria sua terra, não tinha certeza,
entendeu que este seria o seu viver,
e que nesta terra estranha iria morrer.
levado a terras desconhecidas,
então começou sua guerra,
mas nela não encontrou guaridas;
Foi-lhe dado outro nome,
passou frio, medo e fome;
Ouviu uma língua estranha,
então sentiu o chicote nas costas,
o sangue escorrendo e a sanha,
e sua sorte e vida foram postas
com pés e mãos em grilhões,
mas havia muitos, talvez milhões;
Foi vendido e obrigado a trabalhar,
morou em uma casa sem janelas,
viu imenso canavial, começou a cortar;
Percebeu arranhões nas canelas,
começou a cansar e sentir dor,
de repente sentiu o chicote do feitor;
Não trabalhou com empenho,
mesmo sob o medo de retaliação
do feitor daquele engenho;
Trabalhou muito até a exaustão;
De sua terra sentiu saudades,
nunca tinha visto tantas maldades;
Do sofrimento e da profunda saudade
nasceu o banzo, a imensa tristeza,
assim passou a clamar à sua deidade;
Se, veria sua terra, não tinha certeza,
entendeu que este seria o seu viver,
e que nesta terra estranha iria morrer.
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