Distorção
As paredes da mente se abrem em labirintos mentais
Um convite para adentrar no interior de si
Um convite para adentrar no interior de si
Não, não desejo considerar esse lugar
A górgona me petrificará
Tenho medo, ela é estranha
Alimenta-se de traumas.
Lágrimas caídas no espelho da consciência
Lágrimas caídas no espelho da consciência
No corpo, pela face morta, dos olhos opacos
Transparente é o vácuo
Desvelando a crueza de dores
São remêdios curativos, demônios lavados
Levados rio abaixo.
Para qual direção aponta a dor?
Para as memórias distorcidas;
Para as memórias sagradas
Para lembranças de sepultamentos
Para o caráter inseguro das reminiscências.
Imersa em si, de lugares, (des)afetos; de saudades;
Imersão em cada gota.
É antídoto de salvação, de redenção
É resgate de si mesma
Dentro da mente demente
Em camadas, gavetas
Paisagens mentais.
-AK
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