Da fome do povo em ritmo corrente
o tamanho da dor
nunca mede a tristeza
das léguas de ausência
que a fome põe pela mesa
quando vê-se consumida
nas costas desses viventes
que suam suas carcaças
como rios inadimplentes
e que nunca chegam aos mares
da vida própria de gente
é que a ansiedade declara
assim em cada semblante
uns hojes enviesados
pelas pendências de ontens
como se o tempo fosse comida
de apressar essas fomes
e no meio dessa partida
jogada sobre a vontade
o homem sonha faminto
com um prato de liberdade.
nunca mede a tristeza
das léguas de ausência
que a fome põe pela mesa
quando vê-se consumida
nas costas desses viventes
que suam suas carcaças
como rios inadimplentes
e que nunca chegam aos mares
da vida própria de gente
é que a ansiedade declara
assim em cada semblante
uns hojes enviesados
pelas pendências de ontens
como se o tempo fosse comida
de apressar essas fomes
e no meio dessa partida
jogada sobre a vontade
o homem sonha faminto
com um prato de liberdade.
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
GRATIDÃO
GRATIDÃO Agradecer e ter gratidão pelas dádivas concedidas por um pedido a Deus é nossa obrigação. Agradecer às pessoas por proporcionare…
profgeoardds64
As cinzas de teu retrato! - 04/06/2026
As cinzas de teu retrato
Ao rio eu as joguei,
Não quero mais esse barato,
- O nosso amor afoguei.
…
Armando A. C. Garcia
𝘼𝙨 𝙗𝙧𝙖𝙣𝙘𝙖𝙨 𝙣𝙪𝙫𝙚𝙣𝙨 𝙙𝙤 𝙘é𝙪 ... - 09-10-2025
𝘼𝙨 𝙗𝙧𝙖𝙣𝙘𝙖𝙨 𝙣𝙪𝙫𝙚𝙣𝙨 𝙙𝙤 𝙘 é 𝙪
𝙑𝙤𝙖𝙢 𝙣𝙤 𝙚𝙨𝙥𝙖 ç …
Armando A. C. Garcia
As Transformações.
Um poema é uma saudação uma menina moça é uma dádiva - uma moça mulher é uma flor nascendo de um grande coração. Uma menina moça é uma…
Ademir D.Zanotelli *Poeta*