Carta II
A gente sempre morre
do tamanho da vida
fardos de amores intactos
lastros de revolta
febres de riso
a gente sempre engole
pedaços do infinito
rompida a pulsação do tempo
escasso o espaço na avenida
a gente sempre ama
do tamanho do abraço
guardada a desproporção
do peito limitado
e raras vezes
a gente morre completo
pois sempre sobra um amor
alguma nesga de afeto
do tamanho da vida
fardos de amores intactos
lastros de revolta
febres de riso
a gente sempre engole
pedaços do infinito
rompida a pulsação do tempo
escasso o espaço na avenida
a gente sempre ama
do tamanho do abraço
guardada a desproporção
do peito limitado
e raras vezes
a gente morre completo
pois sempre sobra um amor
alguma nesga de afeto
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