A Morte é nome próprio
Sabe quando a noite dura mais que eternamente?
Tem sido assim. Os dias não passam e as noites menos ainda.
É um tempo esquisito... infinito.
Há exatos seis meses que meu tempo passa devagar.
Enquanto há sol me faço e desfaço; Invento e reinvento. Sou verso e avesso.
Busco de tudo um pouco para preencher o meu eterno dia.
Mas a noite… ah! A noite é teste. É limbo.
Porque no dia tudo é poesia. À noite, palavras.
É na noite que as coisas sombrias saem pra passear.
O peito palpita, os pensamentos exclamam… e as palavras, amigos?! As palavras saem das coisas, ganham vida e se transformam em todas as dúvidas. Elas se reúnem com os medos e nos atropelam.
Então você não dorme e o tempo paralisa.
Você se lembra daquilo que mais te inquieta: a morte.
Tenho reflito muito sobre a morte antes dormir.
Penso que é preciso saber mais da morte. A morte e o sono andam juntos.
Vivemos e convivemos com a morte diariamente. Seja na rua ou na tv. E apesar disso ninguém trata a morte como algo próximo.
A morte é sempre do outro, por mais próxima que esteja.
Andam relativizando a morte. Deram-lhe tantas faces que é difícil até reconhecê-la.
Ela é vingativa, mensageira… ora um caminho, ora é matemática... biologia, mas nunca é nossa.
A morte não é própria. Falam da morte como coisa do outro.
E se não é minha, a morte não está próxima. Ela é uma mera possibilidade.
A morte do outro não nos afeta. O outro é sempre o outro.
De mim, resta apenas viver. O risco é uma forma de vida.
Adapte-se! E a morte? Ah! a morte é estatística.
Clareanna V. Santana
Clareamente
Tem sido assim. Os dias não passam e as noites menos ainda.
É um tempo esquisito... infinito.
Há exatos seis meses que meu tempo passa devagar.
Enquanto há sol me faço e desfaço; Invento e reinvento. Sou verso e avesso.
Busco de tudo um pouco para preencher o meu eterno dia.
Mas a noite… ah! A noite é teste. É limbo.
Porque no dia tudo é poesia. À noite, palavras.
É na noite que as coisas sombrias saem pra passear.
O peito palpita, os pensamentos exclamam… e as palavras, amigos?! As palavras saem das coisas, ganham vida e se transformam em todas as dúvidas. Elas se reúnem com os medos e nos atropelam.
Então você não dorme e o tempo paralisa.
Você se lembra daquilo que mais te inquieta: a morte.
Tenho reflito muito sobre a morte antes dormir.
Penso que é preciso saber mais da morte. A morte e o sono andam juntos.
Vivemos e convivemos com a morte diariamente. Seja na rua ou na tv. E apesar disso ninguém trata a morte como algo próximo.
A morte é sempre do outro, por mais próxima que esteja.
Andam relativizando a morte. Deram-lhe tantas faces que é difícil até reconhecê-la.
Ela é vingativa, mensageira… ora um caminho, ora é matemática... biologia, mas nunca é nossa.
A morte não é própria. Falam da morte como coisa do outro.
E se não é minha, a morte não está próxima. Ela é uma mera possibilidade.
A morte do outro não nos afeta. O outro é sempre o outro.
De mim, resta apenas viver. O risco é uma forma de vida.
Adapte-se! E a morte? Ah! a morte é estatística.
Clareanna V. Santana
Clareamente
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
Pedaços de ilusões ! - 09/09/2026
Pedaços de ilusões ! - 09/09/2026
Sinto pedaços de ilusões
Adejando em minha mente,
São vel…
Armando A. C. Garcia
zumbilésbia
ela foge e a cidade está tomada o camarada surge em sua mente qual mestre dos magos orientando-lhe na fuga que a situação é de luta todos…
Kátia Surreal
If I didn't had your love
If I didn't had your love My Father I would not be able to live Without your love Please Father give me Some love Because I know that You…
Aldo gabbay kraas
as músicas que escolho
posto poucas não há segredos só pretextos uma falsa trilha sonora regendo o percurso do dia hoje então me descubro quase um segundo quem…
Kátia Surreal