A memória não persiste
Corro a distância de 200 segundos
Mas já passa das 15:30
Deveria voltar e trocar a camisa
Mas o sapato do vizinho está rasgado
Visto uma gravata rosa
Afinal hoje tem jogo do corinthians
Voa por sobre minha cabeça
Uma ave de papel em forma de cavalo
Grampeei minha mão na parede
Porque me mandou o cachorro gordo
Uma barra migratória me acerta a cabeça
Meu pé dói
Dinamismo da imobilidade móvel
Descanso da mobilidade imóvel
A grama está em um tom amarelo
Que condiz com os dentes de Maria
Não lembro quem é Maria
Será que já vi Maria?
Maria…
Maria…
Joaquim da Silva Pereira Neto
Correu o vira-lata!
Passou o trem!
O salgueiro me disse um segredo
Mas já esqueci
Volta a ser segredo
Chego ao trabalho com 7 minutos
E 5 segundos de atraso
Meu chefe grita
Mas estou triste
Meu café esfriou
Dormi na viela ao lado do escritório
Escostei-me no mendigo
Que se encostava na lixeira
Perguntei seu nome
Era algo que começava com T
E terminava com V
Mas não faz diferença
Ninguém se importa
Eu mesmo não me importo
Acordo com dor no pescoço
Ouço o cantar das garrafas
Caramba! Já são 12 horas
Corro para o escritório,
Mas sento-me na mesa errada
Mais uma vez meu chefe briga
Me incomodo: o café não veio
Corro para casa e venço a corrida
Contra mim mesmo
Faço piadas com o cachorro
Agora está magro e mudou de cor
Ou sempre foi assim?
Deixei a porta aberta ontem
Levaram a ampulheta
Droga! Chegarei sempre atrasado
O Cavalo canoro solta um silvo agudo
A torneira pinga. Não a fechei
Os sons dos pingos entram na cabeça
Parecem tiros de fuzil
Um acerta
Morri
Mas já passa das 15:30
Deveria voltar e trocar a camisa
Mas o sapato do vizinho está rasgado
Visto uma gravata rosa
Afinal hoje tem jogo do corinthians
Voa por sobre minha cabeça
Uma ave de papel em forma de cavalo
Grampeei minha mão na parede
Porque me mandou o cachorro gordo
Uma barra migratória me acerta a cabeça
Meu pé dói
Dinamismo da imobilidade móvel
Descanso da mobilidade imóvel
A grama está em um tom amarelo
Que condiz com os dentes de Maria
Não lembro quem é Maria
Será que já vi Maria?
Maria…
Maria…
Joaquim da Silva Pereira Neto
Correu o vira-lata!
Passou o trem!
O salgueiro me disse um segredo
Mas já esqueci
Volta a ser segredo
Chego ao trabalho com 7 minutos
E 5 segundos de atraso
Meu chefe grita
Mas estou triste
Meu café esfriou
Dormi na viela ao lado do escritório
Escostei-me no mendigo
Que se encostava na lixeira
Perguntei seu nome
Era algo que começava com T
E terminava com V
Mas não faz diferença
Ninguém se importa
Eu mesmo não me importo
Acordo com dor no pescoço
Ouço o cantar das garrafas
Caramba! Já são 12 horas
Corro para o escritório,
Mas sento-me na mesa errada
Mais uma vez meu chefe briga
Me incomodo: o café não veio
Corro para casa e venço a corrida
Contra mim mesmo
Faço piadas com o cachorro
Agora está magro e mudou de cor
Ou sempre foi assim?
Deixei a porta aberta ontem
Levaram a ampulheta
Droga! Chegarei sempre atrasado
O Cavalo canoro solta um silvo agudo
A torneira pinga. Não a fechei
Os sons dos pingos entram na cabeça
Parecem tiros de fuzil
Um acerta
Morri
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