MEUS TEMPOS SEM IGUAIS

Quando criança eu corria
Pulava, saltava, pelos pastos
Nadava nos córregos, que alegria!
Era como um bichinho em lugares vastos.

Livre e solto pelas ruas
Gostava de um vira-lata
Acompanhava-me pelas águas
Meu companheiro de longa data.

Ah as cigarras! Quantas e quantas!
As perseguia nas árvores
Pequenas e grandes em muitas plantas
Somente gostava de pegar as maiores.

Conhecidas por “boi" ou “boiadeira"
Subia no Angico e encarava
O canto estridente e a zoeira
O chuveirinho delas que jorrava.

Dona cigarra tão cantante
Nasce de um jeito esquisito
Se agarra e canta vibrante
Enche o peito e solta o grito.

Tanajuras eu as pegava
Com muita cautela e animação
Suas bundinhas arrancava
Protegendo-me de um corte na mão.

Tana, tana, Tanajura
Tão gordinha essa saúva
Sai voando, cai, corre e fura
Um fundo buraco e esconde a uva.
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