A solidão invadiu a minha alma
Sinto-me, tão cansado,
a solidão invadiu a minha alma,
a sombra que me acompanhava de mão dada,
tombou perdida, nas veredas duma perigosa avenida.
encharco as mãos em letras tristes,
refresco o rosto e dou de beber à alma,
e os versos escorrem em correnteza
sobre o diluvio da minha vida...
será o amor o grande mistério?
será a paixão água revolta?
palavras gritam à solta!
talvez elas, me tragam a sombra de volta
e assim nao me sinta mais tão só!
Até lá,
fico aqui na dolorosa e profunda espera,
sentado na margem deste meu poema...
Luzerna, 20.09.2014, tsunamidesaudade63
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