PINTURA ABSTRATA Nº5, DE AD REINHARDT
Como debruçar-se
sobre o vazio com a ameaça
de nos destruirmos?
Poderia um lado nosso
falar pelo lado dos anjos?
Aqui, tudo se assemelha
a si mesmo, sem se imitar.
Cada coisa perpetua sua incógnita.
Não diríamos que o espaço
reage à perda de sua evidência,
mas, ao separar-se daquilo
que tomou
outras formas, simplesmente
nos queima.
sobre o vazio com a ameaça
de nos destruirmos?
Poderia um lado nosso
falar pelo lado dos anjos?
Aqui, tudo se assemelha
a si mesmo, sem se imitar.
Cada coisa perpetua sua incógnita.
Não diríamos que o espaço
reage à perda de sua evidência,
mas, ao separar-se daquilo
que tomou
outras formas, simplesmente
nos queima.
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