Infinito horizonte



Despistou-se uma hora senil, litigiosa e envelhecida
Deixou na paisagem a cilindragem de mil ilusões
Fluindo pela quilometragem da solidão quase enfurecida

Na cubicagem das emoções pesou-se e mediu-se um verso
Cujo comprimento e largura anelam a profundidade do tempo
Ruindo despedaçado pela sintaxe das palavras prenhes de insanidade

Neste infinito horizonte  confunde-se a imensidão do silêncio
Com cada eco reciclado, pirateado ziguezagueando embriagado
Na amplidão dos sonhos prosperará a prolixidade de um poente empolgado

Frederico de Castro
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