Infinito horizonte

Despistou-se uma hora senil, litigiosa e envelhecida
Deixou na paisagem a cilindragem de mil ilusões
Fluindo pela quilometragem da solidão quase enfurecida
Na cubicagem das emoções pesou-se e mediu-se um verso
Cujo comprimento e largura anelam a profundidade do tempo
Ruindo despedaçado pela sintaxe das palavras prenhes de insanidade
Neste infinito horizonte confunde-se a imensidão do silêncio
Com cada eco reciclado, pirateado ziguezagueando embriagado
Na amplidão dos sonhos prosperará a prolixidade de um poente empolgado
Frederico de Castro
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
Taberna do Sol Poente
Dodge Leal
A trilha da dor não é eterna, E me formei com diplomas... Meu Deus! — naquela taberna! Mas lá é a ruína dos axiomas.…
Julian Lael
Tudo o que pedi
Juntos, sem questionar,
no ritmo de Caribe clássico,
muito além dos petroglifos.
Ler com o que há de mais fino:
o casamento s…
Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski
Carta lacrada.
Esta carta lacrada em selo vermelho é para ti... que nunca irei conhecer... pois nunca me observou andando nas ruas desertas de minha cid…
Ademir D.Zanotelli *Poeta*
Palavras escritas.
Tudo que escrevo se torna em vão - não há resposta das palavras escritas : com muito amor e muita alegria - satisfação. Tudo que penso …
Ademir D.Zanotelli *Poeta*