FOGO PÁLIDO
Não havia
espaço para
mais nada.
Os olhos
se antecipavam
à maneira
como se movia
em torno
da mesa
e me distraía
com suas
feridas.
Mas desta vez,
eu não seria
a vítima.
Havia outros
que se ofereciam,
sem temor
ou ofensa,
às pausas
que suas mãos
inventavam.
É claro
que ela
os desprezou,
deixando
de lado
tudo o que
neles pudesse
substituir
dores tão
instáveis.
E assim
continuei,
em torno
da mesa,
ouvindo
sua voz,
fazendo dela
a carne
e o sangue com
os quais
saciava meu
silêncio,
minha loucura.
espaço para
mais nada.
Os olhos
se antecipavam
à maneira
como se movia
em torno
da mesa
e me distraía
com suas
feridas.
Mas desta vez,
eu não seria
a vítima.
Havia outros
que se ofereciam,
sem temor
ou ofensa,
às pausas
que suas mãos
inventavam.
É claro
que ela
os desprezou,
deixando
de lado
tudo o que
neles pudesse
substituir
dores tão
instáveis.
E assim
continuei,
em torno
da mesa,
ouvindo
sua voz,
fazendo dela
a carne
e o sangue com
os quais
saciava meu
silêncio,
minha loucura.
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