dos largos e da convivência
o que às vezes
não consigo
é viver
sem todos os meus mortos
e todos os meus vivos
não que o que projeto
seja assim incontrolado
mas uma tática que guardo
no mais fundo do que ardo.
e se há vivos mortos
e mortos desenfreados
não há como senti-los
sem a estranha defasagem
que há entre a morte viva
e a defunta vida dos que jazem.
não consigo
é viver
sem todos os meus mortos
e todos os meus vivos
não que o que projeto
seja assim incontrolado
mas uma tática que guardo
no mais fundo do que ardo.
e se há vivos mortos
e mortos desenfreados
não há como senti-los
sem a estranha defasagem
que há entre a morte viva
e a defunta vida dos que jazem.
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