Soneto da saudade
Ao partistes habitou-me o vazio
Que persistiu por vias amorosas
Em despedida lágrimas rolaram
A escusar-se do intransigente arbítrio
Um sentir assim forte é guarida
União profunda a tecer sentidos
Ao assimilar o vazio do ente amado
Vislumbrou no ato os afetos vividos
Ao exprimir em lágrimas o pesar
E ao sentir a aflição da aguda falta
enlaçou a dor no âmago do aconchego
Ninguém silencia a saudade viva
Nem àquela obscurecida em vida
Pois ambas são no ser assimiláveis
Fátima Rodrigues, em 24 de setembro de 2020.
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.