Mácula da Alma

Mácula da Alma
Tudo em mim é tão falho
Que meus atos são quase um parto
Nestas, quando estou em meu quarto
Sinto-me um pássaro que caiu do galho
Qual é o Deus que me protege e guarda?
É aquele que me serve de agasalho!
Ou é aquele que me acovarda
Que me faz viver a vida procurando atalho!
Somente eu posso pensar por mim, mas eu sou mudo
Porque ao me expressar eu me embaralho
Palavras são a minha perdição eu não me iludo
Apenas os silêncios são o que eu espalho
Oque é a vida senão pecados
Sem nenhum sentido em todos os seus fatos
Hoje eu sei, me sinto todo maculado
Hoje entre magoas eu me desencantei
Feito um ensanguentado e enegrecido talho
Alexandre Montalvan
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