elegia prosaica ao caldo-de-cana com pão doce
o rio verde
é quase uma alegria
que amolga o instinto
na garganta
e como porto
tange a língua
como as mulheres tangiam
as panelas gerais
da minha infância
pão invente-se pão
menos por ser pasto
mas por trazer-nos à mão
um sentimento arcaico
e um gosto transeunte e laico
dos enredos disformes da razão
e ainda que pasto
seja a condição
pra se ter o peito livre
grávido da nação
é quase uma alegria
que amolga o instinto
na garganta
e como porto
tange a língua
como as mulheres tangiam
as panelas gerais
da minha infância
pão invente-se pão
menos por ser pasto
mas por trazer-nos à mão
um sentimento arcaico
e um gosto transeunte e laico
dos enredos disformes da razão
e ainda que pasto
seja a condição
pra se ter o peito livre
grávido da nação
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
quando a poesia termina
há uma chantagem despercebida quando a poesia termina fica a linguagem do dia a dia essa que sem roupas ou camuflagens fura como cristais…
Kátia Surreal
fugindo da tese
estou poeticamente fugindo da tese mais trágico que isso só o compromisso rompido com a terapia ando fugindo demais de tudo o que é real…
Kátia Surreal
recorro aos ancestrais
quando meu pai me conta sobre suas ascendências indígenas indago à natureza qual minha tribo ela então me diz que minha raiz é o encontro…
Kátia Surreal
Brasil - 17/06/2011
Os encantos desta terra Que foi chamada Brasil, Estão nos rios e na serra No céu azul, cor de anil. Nas cavernas e nas grutas …
Armando A. C. Garcia