em torno do meu país
na favela
as balas vão
aquelas do coração
e as da guerra
na favela
chora-se em dobro
as lágrimas de pedra
e as do choro
líquidas
as últimas são mares
em que se afoga
a vida e seus pesares
sólidas
as de pedra
são os gritos de quem luta
melhor dizê-las verbos
pela rua suja
na favela
o poema se escreve
com o sangue e a vontade
de quem deve
poema em dobro
retroativo
que teima em ser de pedra
apesar dos sentidos
na favela
a palavra medra
como o sacrifício
semente que não plantada
pergunta que nem se diga
na favela
a morte habita
uma intimidade comedida
parente que nem seja íntima
da vida.
as balas vão
aquelas do coração
e as da guerra
na favela
chora-se em dobro
as lágrimas de pedra
e as do choro
líquidas
as últimas são mares
em que se afoga
a vida e seus pesares
sólidas
as de pedra
são os gritos de quem luta
melhor dizê-las verbos
pela rua suja
na favela
o poema se escreve
com o sangue e a vontade
de quem deve
poema em dobro
retroativo
que teima em ser de pedra
apesar dos sentidos
na favela
a palavra medra
como o sacrifício
semente que não plantada
pergunta que nem se diga
na favela
a morte habita
uma intimidade comedida
parente que nem seja íntima
da vida.
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
Naturalmente ! - 28/07/2026
Quebrarei o tédio do cotidiano
Ouvindo o silêncio das palavras
No ritmo da vida, qual cigano
Naturalment…
Armando A. C. Garcia
Quedo-me penseroso ! - 29/07/2026
No silêncio quedo-me penseroso
Avaliando se tal se pode aferir,
O louco amor rutilante misterioso,
Que espre…
Armando A. C. Garcia
Sob as ondas da vida ! - 31/07/2026
Na aspérrima estrada da vida
Tortuosa onde brada o pavor,
E estrondeia a ira incontida
Em inúteis furores de s…
Armando A. C. Garcia
Assimétricos destinos ! - 01/08/2026
Tem gente de corpo limpo e alma suja,
E tem gente de corpo sujo, e alma limpa.
São assimétricos os seus procedimentos …
Armando A. C. Garcia