Soneto à terra natal

Quando o peito aperta forte
Vivo e conto com a sorte.
Eu também venho do norte,
Mas eu não sou faroleiro.

Sei que carrego sangue
Das dunas e do mangue,
Mas mesmo que me zangue,
Sou toco oco por inteiro

Onde teria raiz do passado,
Não tivesse vivido vendado
Desde jovem verdolengo.

Eis aqui o corolário,
Meu pobre vocabulário,
Meu papel de mamulengo.
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