Ghazal: Shama’
MATLA’
No fim d’um novo acordar, em nós dormência de outra era.
Espaço p’ra nunca mais voltar, morta incandescência de outra era.
SHI’R II
Levita a chama e desvanece, roda filho de Mevlana
Fizemos nossa atmosfera que essência de outra era.
SHI’R III
Entorna-se o vinho na alma, adejar e aí logo arder
Ser cinza e de novo renascer, na existência de outra era.
SHI’R IV
Corpos tingem na sombra quente trejeitos de pantomima
Tal qual astro atingiu esfera que pertinência de outra era.
SHI’R V
Há ventos que roubam às folhas luzes que entre elas espreitam.
Sarāy de onde não volvera era a vivência de outra era.
SHI’R VI
Ver audácia nos lótus: da lama e desespero nascidos.
Da impureza – distinguidos da insipiência de outra era.
MAQTA’
Devolve-me -Corvo- a teu lar. Tu! Que foste um simples homem.
Deveras grande no dom de amar, eterna ardência de outra era?
11/4/2020, ghazal seguindo a tradição medieval persa
No fim d’um novo acordar, em nós dormência de outra era.
Espaço p’ra nunca mais voltar, morta incandescência de outra era.
SHI’R II
Levita a chama e desvanece, roda filho de Mevlana
Fizemos nossa atmosfera que essência de outra era.
SHI’R III
Entorna-se o vinho na alma, adejar e aí logo arder
Ser cinza e de novo renascer, na existência de outra era.
SHI’R IV
Corpos tingem na sombra quente trejeitos de pantomima
Tal qual astro atingiu esfera que pertinência de outra era.
SHI’R V
Há ventos que roubam às folhas luzes que entre elas espreitam.
Sarāy de onde não volvera era a vivência de outra era.
SHI’R VI
Ver audácia nos lótus: da lama e desespero nascidos.
Da impureza – distinguidos da insipiência de outra era.
MAQTA’
Devolve-me -Corvo- a teu lar. Tu! Que foste um simples homem.
Deveras grande no dom de amar, eterna ardência de outra era?
11/4/2020, ghazal seguindo a tradição medieval persa
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