Memorando da consolação
eu boiei no teu corpo
como uma fragata constrangida
e habitei várias guerras
perdido no rumo com que lidas
eu me tangi na noite
com a descompostura dos prazeres
e nunca me tive como tanto
tiveste de mim nos teus haveres
e me amanheci noturno
sob as pálpebras do mundo
por tão apenas te sentir sem fim
e eu, concluso, tão sem prumo
eu mergulhei no dia
como um peixe descabido
naufragado impunemente
nas desfaçatez dos teus sentidos
e me rememorei em ti
em cada franja das calçadas
e tão sem peito, o coração em punho
discursando o verbo em toneladas
e rascunhei poemas
em cada ruga da estrada
perdidas as rebeliões
no leito avulso das palavras
e quase sem fôlego
tropecei nos advérbios
que teimas em derramar assim
na esteira cadente do meu cérebro
como uma fragata constrangida
e habitei várias guerras
perdido no rumo com que lidas
eu me tangi na noite
com a descompostura dos prazeres
e nunca me tive como tanto
tiveste de mim nos teus haveres
e me amanheci noturno
sob as pálpebras do mundo
por tão apenas te sentir sem fim
e eu, concluso, tão sem prumo
eu mergulhei no dia
como um peixe descabido
naufragado impunemente
nas desfaçatez dos teus sentidos
e me rememorei em ti
em cada franja das calçadas
e tão sem peito, o coração em punho
discursando o verbo em toneladas
e rascunhei poemas
em cada ruga da estrada
perdidas as rebeliões
no leito avulso das palavras
e quase sem fôlego
tropecei nos advérbios
que teimas em derramar assim
na esteira cadente do meu cérebro
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