miserável terra que chora
era o tempo quando eu olhava o mar
da quarta grade da gaiola,
que eu era, de fato, pura e genuinamente feliz
no tempo em que eu acreditava em amor
meu Deus, faz-me este milagre
pois quero acreditar em qualquer coisa para me livrar
da inocência desse mundo.
o sol posto em poente ao meio dia
escurece meus olhos quando olho o olho do céu
uma tísica moléstia pegou meu coração
roto de maldade, está mais pesado
que o operador da balança; jamais, protesto, jamais
café frio? escute, joga na pia, a estante caiu? então levanta
quem é você? sou uma mulher, antes fosse lua pálida no céu
canto de sirenas dentro da pia, apaga-te, apaga-te ágape de fogo
e houve luta, assim disseram, até demais
vendo-me no espelho, vejo um corpo fraco e suscetível, porém
até lá, vou caminhado pelos meridianos fazendo o sinal da cruz
me dê papel e caneta, preciso escrever!
não mato, não morro
não vivo de novo
não choro não sangro
não fico sozinho
não finjo solenidade ou simples preocupação
não canto não grito
não ignoro esta parede babilônica
bem na minha frente, graças a Deus, e anos antes também
nimrode passeando
nu na avenida champs-élysées
na miserável terra que chora,
em campos elucidados de razão sem fim,
se fez o tudo e o todos
e todos titãs passeavam na alameda san rafael
e marcavam de se encontrar no passeio público
para fumar com todos os santos e depois
tomar uma xícara de café.
enquanto francesas solícitas serviam o imperador,
floresciam todas as flores na tarde derrocada;
que postas, então, em fortuna intocada
juntamente com a sombra da alma amada,
e o grito de uma mulher desesperada,
ouviram o brado retumbante e aclamador
vindo de uma boca una e santificada
anunciando outra vez uma história inacabada,
a inefável voz de Cristo redentor
da quarta grade da gaiola,
que eu era, de fato, pura e genuinamente feliz
no tempo em que eu acreditava em amor
meu Deus, faz-me este milagre
pois quero acreditar em qualquer coisa para me livrar
da inocência desse mundo.
o sol posto em poente ao meio dia
escurece meus olhos quando olho o olho do céu
uma tísica moléstia pegou meu coração
roto de maldade, está mais pesado
que o operador da balança; jamais, protesto, jamais
café frio? escute, joga na pia, a estante caiu? então levanta
quem é você? sou uma mulher, antes fosse lua pálida no céu
canto de sirenas dentro da pia, apaga-te, apaga-te ágape de fogo
e houve luta, assim disseram, até demais
vendo-me no espelho, vejo um corpo fraco e suscetível, porém
até lá, vou caminhado pelos meridianos fazendo o sinal da cruz
me dê papel e caneta, preciso escrever!
não mato, não morro
não vivo de novo
não choro não sangro
não fico sozinho
não finjo solenidade ou simples preocupação
não canto não grito
não ignoro esta parede babilônica
bem na minha frente, graças a Deus, e anos antes também
nimrode passeando
nu na avenida champs-élysées
na miserável terra que chora,
em campos elucidados de razão sem fim,
se fez o tudo e o todos
e todos titãs passeavam na alameda san rafael
e marcavam de se encontrar no passeio público
para fumar com todos os santos e depois
tomar uma xícara de café.
enquanto francesas solícitas serviam o imperador,
floresciam todas as flores na tarde derrocada;
que postas, então, em fortuna intocada
juntamente com a sombra da alma amada,
e o grito de uma mulher desesperada,
ouviram o brado retumbante e aclamador
vindo de uma boca una e santificada
anunciando outra vez uma história inacabada,
a inefável voz de Cristo redentor
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