Odes psicológicas
I
o desejo
instaura
artifícios
pela alma
flui,
e, farpa,
rasgadamente
sobressalta
material
nem se consente
andaime do pensar
impunemente
o desejo
exara
certidões do tempo
e da carne
intui
adredemente
aquilo que nem se tem
e cala
o desejo
me repõe em atas
que nem escrevo
nas palavras
urde
uma vontade
com a mesma compleição
da liberdade
trai um gesto
que nem se cabe
na finitude das mãos
porque há de
II
do desejo
tem-se a impressão
que arde
do desejo
tem-se a ilusão
de um alarde
do desejo
tenho a compreensão
de que sou sempre tarde
III
desejo
quando singro a razão
do que não digo
desejo
quando pareço
ser um tanto eu
do meu avesso
desejo, enfim
quando desejo
ser diverso nas curvas
em que transcendo.
o desejo
instaura
artifícios
pela alma
flui,
e, farpa,
rasgadamente
sobressalta
material
nem se consente
andaime do pensar
impunemente
o desejo
exara
certidões do tempo
e da carne
intui
adredemente
aquilo que nem se tem
e cala
o desejo
me repõe em atas
que nem escrevo
nas palavras
urde
uma vontade
com a mesma compleição
da liberdade
trai um gesto
que nem se cabe
na finitude das mãos
porque há de
II
do desejo
tem-se a impressão
que arde
do desejo
tem-se a ilusão
de um alarde
do desejo
tenho a compreensão
de que sou sempre tarde
III
desejo
quando singro a razão
do que não digo
desejo
quando pareço
ser um tanto eu
do meu avesso
desejo, enfim
quando desejo
ser diverso nas curvas
em que transcendo.
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.