295 - COMO O CÃO
A Solidão seguiu-me fielmente
Em sujeição ao dono que a governa.
É como o cão que tem em cada perna
A proteção tenaz, audaz, valente.
A Solidão fareja bem e sente
Voraz leão faminto e mau que hiberna
No coração (a escura cova interna),
À qual paixão chegou bem de repente.
Até clarão do dia da esperança,
Não saberão do leito em que descansa
Este ermitão na alcova em que me deito.
Se a fera então em mim jamais avança,
E dorme tão furtivamente mansa,
A Solidão do mal protege o peito.
(Autor: Eden Santos Oliveira. Escrito em 06/10/2020)
Em sujeição ao dono que a governa.
É como o cão que tem em cada perna
A proteção tenaz, audaz, valente.
A Solidão fareja bem e sente
Voraz leão faminto e mau que hiberna
No coração (a escura cova interna),
À qual paixão chegou bem de repente.
Até clarão do dia da esperança,
Não saberão do leito em que descansa
Este ermitão na alcova em que me deito.
Se a fera então em mim jamais avança,
E dorme tão furtivamente mansa,
A Solidão do mal protege o peito.
(Autor: Eden Santos Oliveira. Escrito em 06/10/2020)
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