NÓS OSSOS QVE AQVI ESTAMOS PELOS VOSSOS ESPERAMOS
Nós ossos que aqui estamos pelos vossos esperamos
Entre as sombras da noite geram-se as luzes da madrugada
Tomba, quebra, cai irrelevante
Vai-se esse distante infante
Cheio de visões e ideologias
Que com ventos e calmarias
Deforma o corpo, a mente inflamada
Entrem servos de vossos amos,
Ossos novos convidamos!
Nós ossos que aqui estamos pelos vossos aguardamos
A carne podre que vos pesa de nada serve nesta mortal festa
Tudo o que fomos e marcámos
Só a medo e vozes banhámos
Fomos vácuo para Cronista
E popular conto não nos regista
Serve o tempo que nos resta para contar ao infante qu’ela gesta
Sábia força, pajens e amos,
Aqui dentro nos encontramos!
Nós ossos que aqui estamos pelos vossos ansiamos
Vivam esperando a Comum Sorte
Sapiência que tal ainda não superou
Soprou a arte do que rastejou
Que as mãos ergueu por talento
Imortal ciclo em movimento
O eterno projecto que se alimenta da morte
Somos berço, somos ramos,
E sem idade sorvemos anos!
Nós ossos que aqui estamos pelos vossos reclamamos
Com vagos olhos vos fitamos
Com mãos mortas acenamos
E quando o tempo vos entedia
Com belos esgares o enfrentamos
Pois se vos custa, avancemos
Com nobres poses vos acolheremos
Para ela caminhámos, por ela perecemos
Remediando eternos danos
Nós ossos qve aqvi estamos em silêncio vos convocamos!
Entre as sombras da noite geram-se as luzes da madrugada
Tomba, quebra, cai irrelevante
Vai-se esse distante infante
Cheio de visões e ideologias
Que com ventos e calmarias
Deforma o corpo, a mente inflamada
Entrem servos de vossos amos,
Ossos novos convidamos!
Nós ossos que aqui estamos pelos vossos aguardamos
A carne podre que vos pesa de nada serve nesta mortal festa
Tudo o que fomos e marcámos
Só a medo e vozes banhámos
Fomos vácuo para Cronista
E popular conto não nos regista
Serve o tempo que nos resta para contar ao infante qu’ela gesta
Sábia força, pajens e amos,
Aqui dentro nos encontramos!
Nós ossos que aqui estamos pelos vossos ansiamos
Vivam esperando a Comum Sorte
Sapiência que tal ainda não superou
Soprou a arte do que rastejou
Que as mãos ergueu por talento
Imortal ciclo em movimento
O eterno projecto que se alimenta da morte
Somos berço, somos ramos,
E sem idade sorvemos anos!
Nós ossos que aqui estamos pelos vossos reclamamos
Com vagos olhos vos fitamos
Com mãos mortas acenamos
E quando o tempo vos entedia
Com belos esgares o enfrentamos
Pois se vos custa, avancemos
Com nobres poses vos acolheremos
Para ela caminhámos, por ela perecemos
Remediando eternos danos
Nós ossos qve aqvi estamos em silêncio vos convocamos!
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