E nas longas noites
E nas longas noites, sobrava-lhe o tempo.
Para refletir, discernir, reviver, repensar e arrepender-se, talvez.
A vida passava impávida, célere e imutável.
O amanhã viria.
O amanhã viria.
Os raios de sol adentrariam pelas frestas da janela, e o espelho refletiria sua face.
Era certo.
No lençol liso, no travesseiro intocado, as marcas da solidão eram inexoráveis.
Cumpria-se o destino ou apenas desafiava-se o futuro?
Não existe decisão acertada quando o coração está corroído pela dor, ou inflado pelo amor.
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
Taberna do Sol Poente
Dodge Leal
A trilha da dor não é eterna, E me formei com diplomas... Meu Deus! — naquela taberna! Mas lá é a ruína dos axiomas.…
Julian Lael
Tudo o que pedi
Juntos, sem questionar,
no ritmo de Caribe clássico,
muito além dos petroglifos.
Ler com o que há de mais fino:
o casamento s…
Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski
Carta lacrada.
Esta carta lacrada em selo vermelho é para ti... que nunca irei conhecer... pois nunca me observou andando nas ruas desertas de minha cid…
Ademir D.Zanotelli *Poeta*
Palavras escritas.
Tudo que escrevo se torna em vão - não há resposta das palavras escritas : com muito amor e muita alegria - satisfação. Tudo que penso …
Ademir D.Zanotelli *Poeta*