À BOCA ABERTA
São os dentes que mordem a língua e fazem sangrar toda a boca, é a mosca medonha folgada, voando zumbindo, caindo, que faz estragar toda a sopa. O mau alfaiate faz estragar boa roupa. A boca sangrando não se importa com a mosca na sopa, pois o mau alfaiate não costurou a boca da língua louca. Um pedaço da língua, a mosca, e a sopa no ventre. A mosca já morreu, a língua se perdeu, e a sopa não apeteceu a boca aberta que a comeu. O mau alfaiate foi o único que não se proveu da sopa com a mosca, porque a sua própria língua coseu e também a sua boca.
Erimar Lopes.
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
zumbilésbia
ela foge e a cidade está tomada o camarada surge em sua mente qual mestre dos magos orientando-lhe na fuga que a situação é de luta todos…
Kátia Surreal
If I didn't had your love
If I didn't had your love My Father I would not be able to live Without your love Please Father give me Some love Because I know that You…
Aldo gabbay kraas
as músicas que escolho
posto poucas não há segredos só pretextos uma falsa trilha sonora regendo o percurso do dia hoje então me descubro quase um segundo quem…
Kátia Surreal
sombras na lua
eu queria tocar mais a fundo onde está tudo tão escuro muito além do que é eu queria galgar este muro porque meu mundo avulta-se como eu…
Kátia Surreal