De partida...

Deixei o meu repertório de palavras desgarradas diluir-se
Entre fluidificantes arestas da maré tão bem esplanada
A esperança renovada submerge ali qual bruma feliz e encantada
De partida a manhã confinada a tantas emoções indomadas
Fecunda a solidão flutuando numa cachoeira de ilusões enamoradas
Enleva minh’alma que subtil navega estrebuchando mais alucinada
Num derradeiro olhar aprisiono aquela brisa axiológica e pintalgada
Semeio ilusões na fronteira dos desejos e carícias quase sublevadas
Adormeço aglutinado em quânticas palavras nobres e amnistiadas
Frederico de Castro
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