É FRIO DE AMOR QUE DOEM OS OSSOS
Sentado lamentando sem graça com a boca cheia de palavras mudas, rindo de mim mesmo no pensamento, sentado numa poltrona no isolamento de um quarto frio, a cama fria, lençóis que não mais se aquecem. Perturbado sem ver o sol. A alma quer outra alma que a esquente, a alma quer o calor temperado do corpo, a alma quer o suor na pele que brota lentamente dos poros num contato acalorado por concordância. É frio de amor que doem os ossos, tremor de tristeza e solidão. Lamento de amargura de mim, mas por dentro uma tremenda vontade de poder alcançar e sentir o verão.
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