A poesia nunca me deixa.
Há muitas semanas tenho esquecido.
Este impulso me tornar poeta.
Ir caminhando nesta linha reta.
Caminho que é de versos esculpido.
O poema é uma reta,o poeta é o cego.
Não vê, mas sabe até onde vai.
E este saber precioso lhe infla o ego.
Descuidado, tropeça e nas palavras cai.
A dor que me causa este tropeço.
Vicia-me como a um masoquista.
Vou caminhando de verso em verso.
Como caminho de pista em pista.
E de longos a mais longos passos peço.
Inspira-me ! E darei mais um passo.
Dê-me isto ou me devolva a vista.
Que vício incoveniente e nauseante.
Que a um tempo tenho esquecido.
Que achava eu, que havia se perdido.
Volta a mim neste sono agonizante.
Escrevo este canto como uma queixa.
Como quem reclama em uma carta.
Pois o talento sempre me faz falta.
Mesmo assim, a poesia não me deixa.
Este impulso me tornar poeta.
Ir caminhando nesta linha reta.
Caminho que é de versos esculpido.
O poema é uma reta,o poeta é o cego.
Não vê, mas sabe até onde vai.
E este saber precioso lhe infla o ego.
Descuidado, tropeça e nas palavras cai.
A dor que me causa este tropeço.
Vicia-me como a um masoquista.
Vou caminhando de verso em verso.
Como caminho de pista em pista.
E de longos a mais longos passos peço.
Inspira-me ! E darei mais um passo.
Dê-me isto ou me devolva a vista.
Que vício incoveniente e nauseante.
Que a um tempo tenho esquecido.
Que achava eu, que havia se perdido.
Volta a mim neste sono agonizante.
Escrevo este canto como uma queixa.
Como quem reclama em uma carta.
Pois o talento sempre me faz falta.
Mesmo assim, a poesia não me deixa.
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