Silhuetas

O poente ígneo, transparente e incrivelmente flamejante
Espreguiça-se ao longo do horizonte desfrutável e inebriante
Ateia na noite um facho de luminescências joviais e aconchegantes
No espaço reproduz-se a silhueta da escuridão terna e petulante
Sem bússola a solidão torna-se absurdamente eficaz e litigante
Fecunda a esperança inquietante insubmissa…quase sobrepujante
Frederico de Castro
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