Antropelado
Eu ia, tava indo
Até que o mundo parou
Se aproveitando do silêncio
E da quietude
Os vermes floresceram
Sanguinários e pútridos
Camuflados pelo caos crescente
Rastejaram por debaixo
Como sanguessugas invisíveis
Vão roendo lentamente
As bases de todas as estruturas
Até que tudo,
tudo que se viu construir
Todo suor, sangue e lágrima
Pedra, Concreto e tábua
Argila, metal e víscera
cai, quebra e desaba
Mas nem tudo se acaba
Pois uma hora
A poeira abaixa
E a carcaça miserável,
dos vermes perde a camuflagem
Agora firmes e adiante,
sobreviventes se unem
A consciência coletiva,
novamente surge
Cientes dos fatos,
dos inimigos imediatos
Se organizam, intactos
A luta se expande
O sangue se mistura
O sol, se esconde
Mas apesar do cheiro,
da murrinha de morte
Com o fim da batalha,
e dos vermes escrotos
Se inicia o futuro,
no presente de sorte
E que nunca falte,
daqui em diante
O querer de igualdade
O querer de equidade
O querer de empatia
O querer de humildade
Até que o mundo parou
Se aproveitando do silêncio
E da quietude
Os vermes floresceram
Sanguinários e pútridos
Camuflados pelo caos crescente
Rastejaram por debaixo
Como sanguessugas invisíveis
Vão roendo lentamente
As bases de todas as estruturas
Até que tudo,
tudo que se viu construir
Todo suor, sangue e lágrima
Pedra, Concreto e tábua
Argila, metal e víscera
cai, quebra e desaba
Mas nem tudo se acaba
Pois uma hora
A poeira abaixa
E a carcaça miserável,
dos vermes perde a camuflagem
Agora firmes e adiante,
sobreviventes se unem
A consciência coletiva,
novamente surge
Cientes dos fatos,
dos inimigos imediatos
Se organizam, intactos
A luta se expande
O sangue se mistura
O sol, se esconde
Mas apesar do cheiro,
da murrinha de morte
Com o fim da batalha,
e dos vermes escrotos
Se inicia o futuro,
no presente de sorte
E que nunca falte,
daqui em diante
O querer de igualdade
O querer de equidade
O querer de empatia
O querer de humildade
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