Eu te amei nos quartos mais pequenos em que um homem pode se hospedar. Te amei em todas as bibliotecas da cidade, nas casas de leitura e nos faróis do saber. Te amei também nos pontos de ônibus, quando ouvia Maysa e Tim Maia, acreditando fielmente que esse amor não tinha fim. Eu te amei nas poucas boates em que fui, buscando seu rosto em outros corpos, fracassei. Eu te amei quando cruzava a cidade, só para assistir um filme de arte e tentar entender através da sensibilidade o que é o amor. Eu te amei quando aos prantos me colocava em leitura dos textos poéticos de uma escritora paulista. Eu te amei quando em sonho encontrei tua mãe e disse sobre a tua grandiosa luz. Eu te amei nos dias mais cruéis em que tive que ser eu. Eu te amei como se jamais tivera de ser outra coisa.
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