Eu te amei nos quartos mais pequenos em que um homem pode se hospedar. Te amei em todas as bibliotecas da cidade, nas casas de leitura e nos faróis do saber. Te amei também nos pontos de ônibus, quando ouvia Maysa e Tim Maia, acreditando fielmente que esse amor não tinha fim. Eu te amei nas poucas boates em que fui, buscando seu rosto em outros corpos, fracassei. Eu te amei quando cruzava a cidade, só para assistir um filme de arte e tentar entender através da sensibilidade o que é o amor. Eu te amei quando aos prantos me colocava em leitura dos textos poéticos de uma escritora paulista. Eu te amei quando em sonho encontrei tua mãe e disse sobre a tua grandiosa luz. Eu te amei nos dias mais cruéis em que tive que ser eu. Eu te amei como se jamais tivera de ser outra coisa.
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
Tudo o que pedi
Juntos, sem questionar,
no ritmo de Caribe clássico,
muito além dos petroglifos.
Ler com o que há de mais fino:
o casamento s…
Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski
Carta lacrada.
Esta carta lacrada em selo vermelho é para ti... que nunca irei conhecer... pois nunca me observou andando nas ruas desertas de minha cid…
Ademir D.Zanotelli *Poeta*
Palavras escritas.
Tudo que escrevo se torna em vão - não há resposta das palavras escritas : com muito amor e muita alegria - satisfação. Tudo que penso …
Ademir D.Zanotelli *Poeta*
Maculável Mulher.
Por onde tu andares , lá estarei junto ... pois sempre que precisares de minha presença - com minhas mãos estendidas te recuperarei. Se…
Ademir D.Zanotelli *Poeta*