Sinto-me tão cansado
Sinto-me tão cansado,
a solidão invadiu-me a alma,
a sombra que me acompanhava de mão dada,
tombou perdida, nas veredas duma triste avenida.
encharco as mãos em letras tristes,
refresco o rosto e dou de beber à alma,
e os versos escorrem em correnteza
sobre o diluvio da minha vida...
será o amor o grande mistério?
será a paixão água revolta?
tenho por dentro palavras vazias que gritam à solta!
talvez elas me tragam a sombra de volta
e assim não me sinta mais tão só!
Até lá, fico aqui na dolorosa e profunda espera,
sentado na margem deste meu poema...
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