Antecâmara da solidão

Desencontraram-se as manhãs repletas de luz sofisticada
Na antecâmara do tempo as palavras apossam-se de
Mil carícias afagantes, implacavelmente contagiantes
Entre os escombros da solidão estão corroídas ilusões
Extravagantes e dali vejo brotar lamentos tão sincronizados
O céu sereno e galáctico adorna o timbre de um eco insubordinado
Cada brisa prenhe de sonoridades predominantes esgueira-se
Ao longo de tantas túrgidas e húmidas luminescências purgantes
Circunavegam o litoral das inenarráveis emoções tão arfantes
Frederico de Castro
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