Cascata dos silêncios

Desce pela cascata dos silêncios uma elegante
Torrente de água fluindo refrescante e cordialmente
Amamenta a luz da manhã que brilha voraz e copiosamente
A centímetros da solidão abeiram-se muitas lembranças
Guardadas entre sôfregas saudades sempre esmiuçadas
Alimentam memórias poeirentas e palavras quase eclipsadas
O rio confortavelmente desliza ávido frenético e desassombrado
Amara silenciosamente no leito de um sonho ardente e abençoado
Adormece saciado ao som de um cântico grandioso e enamorado
Frederico de Castro
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