Chuvas airosas do amanhã
Tu quem sabes dos sonhos do amanhã
Diga-me sem desvaneio; há vida nos batuques
De teus lábios ajeitados tão sós aos meus beiços
Postos a bailar em ritmo de taquicardia?
Tu quem ressoas o tango d’águas do mar
E aflinge-me ao esvanecer a maresia de cortejo
Em que os corais tenuemente agrupam-se
Há amor e júbilo na saudade sadia por desejo!
À margem de olhar esmeralda da retina
Noutros olhos de alguém a ausência desnuda
E nunca suaviza-se com o brio dos dias (...)
Há de se despojar o requinte e virtude
De se ter os reinos do mundo; o cortês espraiamento de dor muda
Que a ti confiei nos dias abundantes de chuva!
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