
Perdido é, este meu tempo, escorrendo no relógio mais um dia, sem perceber eu não fiz isso ou aquilo que queria.
Sem ao menos me dar conta, já perdi mais um minuto, a velhice me vem der repente, na pele que era jovem, se desfazendo como uma bela paisagem. O longo cabelo que já deixei para trás, o corpo judiado do mundo, a cabeça que jamais vai amadurecer até se encaixar eternamente em meus desejos inacabados.
É este meu tempo tão perdido que não sei como esconde-lo de mim mesma, para que não haja infelicidade, para que eu não veja a verdade dolorida da morte, para que não aconteça de eu sumir aos poucos, para que o espirito aguente estar bonito, para que meus olhos continuem sendo os mesmos, para que eu não solte minhas próprias mãos nessa curta jornada, nomeada vida.
aunnt
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
Texto sobre o amor.
Minha noite é uma caminhada para o dia... que vem em silêncio se aproximando em cantos de chiados por passarinhos - meus olhos estão quei…
Ademir D.Zanotelli *Poeta*
Coruja Doce ê..
Julian Lael
Porque inteligência é tão braba, Não há como fugir dela pinguim; E age na surdina, logo acaba, Com o intelecto do mai…
Julian Lael
Taberna do Sol Poente
Dodge Leal
A trilha da dor não é eterna, E me formei com diplomas... Meu Deus! — naquela taberna! Mas lá é a ruína dos axiomas.…
Julian Lael
Tudo o que pedi
Juntos, sem questionar,
no ritmo de Caribe clássico,
muito além dos petroglifos.
Ler com o que há de mais fino:
o casamento s…
Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski