o sol de cada um
Fixo o olhar na bruma contida,
Carrego, mil sois de vontade,
Nas costas curvadas de tanta ida.
Ofusca-me os sentidos o cinzento da bruma,
Porque o sol, carrego eu, escondido
Há sempre alguém que quer roubar o sol,
O sol de cada um, da verdade, da vontade,
O sol quer-se liberto a raiar cor.
Quente, aconchegante nos dias invernosos,
Sem palavras difíceis ou incompreensíveis
Natural e brilhante sem falseio,
Quero partilhar o meu sol, libertá-lo,
Oferecer um pedaço de sol autêntico,
Trocar sol com sol, não importa quem,
Importa o calor de alguém.
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