A QUEBRA
Por tanto tempo fiquei preso
À uma falsa esperança.
Eu alimentava sonhos de criança...
Tão imaturo que eu era!...
E na aquarela, as cores desbotam.
Aprendi a não acreditar em meras palavras
De uma alma infeliz que se criou na ilusão
É que não sabe a arte da pureza,
A arte de amar
Que só tem o dom quem não aceita brincar.
Porque acredita na luz, e a luz não engana.
Por tanto tempo eu fiquei preso,
Segurava as grades da prisão
Guiado pelo seu olhar dominador.
Eu pensava que aquilo fosse amor...
Você seguia os meus passos.
Eu pensava que fosse amor...
Mas você era mestre na maldade!
E casar contigo não foi coroação da felicidade,
Foi ruína.
O enredo desta história caminha para o ócio,
Para o divórcio.
Porque quando há a quebra do pacto,
Da palavra firmada no Altar
Não existe mais volta.
Porque eu me amo
E não quero ficar contigo
Com a corda no pescoço.
Eu decreto a liberdade
Eu não aceito falso amor.
Vida de amor, pra mim, somente baseada na verdade.
( Autor: Poeta Alexsandre Soares de Lima)
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