De um Poeteiro Qualquer
Toda vez que fecho os olhos
Me constrange o que vejo:
Muita foda sem amor,
Mas é foda ter desejo.
Me falaram e provei,
Leve toque ''proibido''
O que sei é: ninguém vê
Mas me sinto corrompido.
Há tempos eu senti prazer,
Agora considero azar.
Já visto não vou me esquecer
Por ver eu temo me tornar.
Toda vez que fecho os olhos
Meu demônio que eu vejo,
Em um palco sem estrela;
No roteiro: seu desejo.
Acorrentado no porão
Ansiando atoar
Ele fala, ele grita:
-TU NÃO PODES CONTROLAR!
Há tempos eu senti prazer
Agora sem não sei ficar.
Temendo nunca me esquecer,
Querendo nunca mais lembrar.
E toda vez que fecho os olhos
São pecados que eu vejo,
De memorias do passado
Misturadas com desejo...
Ezequiel Costa Assunção, São Remo (SP), 16/11/20
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