SOLIDÃO
Há tantos seres sozinhos
Sobre a terra pelo mar
Tanta partícula no ar
Despedaçadas sem rumos
Tantos resumos de vida
Resmungos absurdos
Ais sem poderem ecoar
Sofrimentos absortos
Pelejas estranhas
Nas entranhas de cada um
Nem sei quem será primeiro
Se o que já veio ou o próximo
Do lado oposto ou a postos
Ao menos do máximo
No aperto incomum
Entre o posto e o caminho
Da lagrima que desce solta
Pela pele da maçã do rosto
Até perder-se no orvalho
Do úmido assoalho da manhã
O atrito que tão alto ouço
Já nem tem nexo é destroço
De arremedo do medo
Que causa espanto ao novo
Como fosse pecado ser moço
Proibindo erguer a cabeça
Debruçada do pescoço
Próxima da orelha onde a fala
Ignora e cala esse grito
Implorando companhia
Não tenho a quem dar o braço
Ninguém toma minha mão
As horas se distanciam
Todas as estações fecharam
Apenas os olhos da terra
Que deixam minhas pernas sem chão
Comovem-se com o drama
Das ultimas horas de cama
Em que meu dorso repousa
Até que nasça outro dia de solidão
www.psrosseto.com.br
Sobre a terra pelo mar
Tanta partícula no ar
Despedaçadas sem rumos
Tantos resumos de vida
Resmungos absurdos
Ais sem poderem ecoar
Sofrimentos absortos
Pelejas estranhas
Nas entranhas de cada um
Nem sei quem será primeiro
Se o que já veio ou o próximo
Do lado oposto ou a postos
Ao menos do máximo
No aperto incomum
Entre o posto e o caminho
Da lagrima que desce solta
Pela pele da maçã do rosto
Até perder-se no orvalho
Do úmido assoalho da manhã
O atrito que tão alto ouço
Já nem tem nexo é destroço
De arremedo do medo
Que causa espanto ao novo
Como fosse pecado ser moço
Proibindo erguer a cabeça
Debruçada do pescoço
Próxima da orelha onde a fala
Ignora e cala esse grito
Implorando companhia
Não tenho a quem dar o braço
Ninguém toma minha mão
As horas se distanciam
Todas as estações fecharam
Apenas os olhos da terra
Que deixam minhas pernas sem chão
Comovem-se com o drama
Das ultimas horas de cama
Em que meu dorso repousa
Até que nasça outro dia de solidão
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