Pesadelos,
PESADELOS.
Claudio Silveira.
No fundo dos olhos percebo um oceano
de lagrimas se formando, que vão varrendo
a alma dos sentimentos profanos que
machucam o espirito e permanecem
torturando o meu eu sem sentido.
no chão desintegrado, poeiras de vidas
varridas para baixo dum tapete esquecido
de lá saiu um grito, desespero, ar rarefeito
sem pode respirar, fugiu minha alma daquele lugar.
mãos que se erguem a procura de alguém puxar
me tirando do pó, do poço de onde não quero
mais ficar, nem calar, só gritar.
pesadelos de uma noite que achei
que jamais passaria,
mas acordei.
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